E esta fase na minha vida parece não querer passar por nada. É um tempo indefinido. Não dou por o tempo passar. Os dias são todos iguais. Foi Natal, terminou o ano 2012 e começou um novo. Lembro-me tão bem de há dois anos naquela semana entre o Natal e o final do ano estar no café do castelo de Lamego a escrever, numa folha de linha A4, todos os meus desejos para o ano seguinte. E lembro-me de projetar todos esses desejos com alegria e esperança na companhia de uma amiga. Amiga essa que passou este fim-de-semana aqui em casa. Os amigos de há dois anos são os mesmos, não foram embora, não partiram. Não tiraram brilho à minha vida. Nenhuma desgraça assombrou a minha família de tal modo que eu visse a minha vida meia perdida. E até comecei a viver com o meu amor. Mas tudo parece nublado, incerto, indeciso. Não sei do que preciso. Mas sei que preciso de algo. Queria escrever palavras de esperança. Mas não as escrevo.

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