28 de março de 2012

Querida terça-feira querida:

Ontem foi o tão esperado dia de sair o jornal! E saiu, e o meu artigo é capa e eu ainda não o vi. E como a terça-feira queria ser muito meiga para mim e alegrar-me de alguma maneira, também foi dia do telefonema da secção a informar-me que passei na entrevista, e vou fazer o curso anual de jornalismo.

26 de março de 2012

Quase começa a amanhecer

Ora então: PRIMEIRO ARTIGO da minha vida já está na paginação!
6h52 secção de jornalismo, AAC, Coimbra.

25 de março de 2012

Começamos bem:

Ora então para não falar de bois e perceberem vacas (sim estou possessa) aqui vai: no dia 14 de Março, quarta-feira, realizei mais um grande sonho que trouxe na bagagem de Lisboa para Coimbra, escrever no jornal universitário de Coimbra, a cabra. Dadas algumas imposições não posso falar especificamente sobre os artigos em questão, mas o que aconteceu foi que escolhi o artigo com o tema que mais me interessou para ser a minha primeira experiência jornalística, e resumidamente o artigo caiu, isto é, não o podemos concretizar porque estas merdas das burocracias e de tudo o que tenha que ter a aprovação do estado, quem diz estado diz ministérios e de gente "importante" demora o seu tempo, responder a uma merda de um telefonema que se repete vezes sem conta é um trabalho dos diabos e portanto comecei da melhor maneira, logo logo assim que chego ao mundo louco do jornalismo, sai-me um daqueles problemazitos de que eu gosto tanto. Imbecis! Entretanto optamos por explorar outro projecto também muito interessante, e realizei ontem a minha primeira entrevista, que correu muito bem (mil sorrisos). Mas digo-vos de minha justiça há muito trabalho por de trás de 10 mil caracteres, e quem nunca esteve numa redacção, ou melhor, numa secção de jornalismo, não faz a menor ideia do tempo dispensado, das horas sucessivas de empenho, do stress e da pressão do fecho de edição et cetera e tal. Ando tão cansada nestes últimos dois dias, que nem pareço eu.

Do que me faz falta

Tenho saudades simplesmente da constante harmonia.

16 de março de 2012

OH NO

São seis da manhã, não posso crer! Nãooooooooooooooooooooooooo!

Pode o céu ser tão longe:

Dizem que o amor tem a capacidade de mudar tudo. É mesmo. (Só estando num limite tal de paixão e saudade eu me ponho a ouvir estas músicas que pouco ou nada têm a ver comigo mas que me fazem viver muitos minutos felizes a pensar em ti.) Já é quase de manhã. Passei a noite toda a fazer coisas para ti, a amar-te no meu canto, sozinha e a tantos km de distância. O que é que isso importa meu amor? Não importa simplesmente, o amor não se compara à solidão, não vale só a pena se for assistido. Este Senhor proporciona-nos sentimentos tão bons e mágicos que só o ser humano é capaz de sentir, mesmo estando só. O amor também é vivido individualmente. Se não o for não será certamente amor. Não se ama apenas quando o outro está ali ao virar da esquina, não se ama apenas quando faltam algumas horas para se partilhar o dia. Ama-se na saudade. Ama-se no tempo ausente. Ama-se na espera, nas longas esperas. Ama-se nos esforços. Ama-se na solidão. Ama-se durante toda a madrugada, em todas as insónias e em todos os sonos e sonhos bons. Ama-se instintivamente. Ama-se espontaneamente. Ama-se sem se saber que se ama. Mas ama-se sempre. Ama-se a cada minuto que passa. Em todos eles. Ama-se porque se respira. Quando se ama, todo o nosso ser vive para amar, ama porque vive, vive porque ama. Ama, simplesmente ama. Ama porque existe. E ama sem limite de espaço, estação ou tempo. Eu amo-te. Amo-te sempre. Amo-te quando julgas que estou a fazer todas as outras coisas do meu dia. Amo-te. 
[EPSQV]

15 de março de 2012

Os medos da gente

Estou cheia de medo. Não tenho vergonha em admiti-lo, tenho medo. Quando não me sinto segura ou de algum modo protegida, quando não há aquela mão e aquela presença tenho medo, muito medo. Que Deus como sempre esteja ao meu lado e me diga qual a direcção. 

6 de março de 2012

Porque é que me calo:

Tenho um labirinto congestionado de ideias, pensamentos, conclusões, conversas, apontamentos, citações, referências, frases ou palavras soltas a navegar na minha cabeça. Não consigo agarra-las todas (poucas são as que eu agarro) não sei filtrar toda a informação que tenho dentro de mim. Não sei organiza-la. E não consigo aponta-la sempre (poucas são as vezes que aponto). Depois, como é um vento que ora me atormenta ora me refresca e não volta para trás, deixo ir, deixo todos os pensamentos fugirem da caneta e do papel, deixo-os passar. Por isso, só eu me conheço, ninguém me conhece como eu. Ainda não sei gerir o melhor que há em mim. Ainda me ando a explorar, a descobrir. Gostava de ficar sentada num banco do jardim a olhar para a minha cabeça, para toda esta confusão e mistura, e escrever num caderno de linhas e capa preta sobre ela, dizer-lhe: Olá, posso desmistificar-te? Quero um dia ser daquelas mulheres boas no que fazem, coesas no que escrevem, com um estilo e uma habilidade singulares. Não confusa, não perdida, não nesta azáfama. Mas segura, forte, com tudo extremamente definido na sua personalidade, na sua visão do mundo e dos homens. Quero ser uma mãe daquelas que não se esquecem, que dão lições de vida, que se eternizam, de quem se relembra as frases mais acertadas e bonitas. 

(Uma Sophia de Mello Bryner Anderson. Em alguns aspectos que são absolutamente de uma Mulher.)

5 de março de 2012

22º aniversário do "Público"


Hoje o "Público"  faz 22º anos, a edição de hoje é gratuita e o jornal tem um novo grafismo e novas secções. Aproveitem para ler jornalismo de qualidade.