29 de março de 2012
28 de março de 2012
Querida terça-feira querida:
Ontem foi o tão esperado dia de sair o jornal! E saiu, e o meu artigo é capa e eu ainda não o vi. E como a terça-feira queria ser muito meiga para mim e alegrar-me de alguma maneira, também foi dia do telefonema da secção a informar-me que passei na entrevista, e vou fazer o curso anual de jornalismo.
26 de março de 2012
25 de março de 2012
Começamos bem:
Ora então para não falar de bois e perceberem vacas (sim estou possessa) aqui vai: no dia 14 de Março, quarta-feira, realizei mais um grande sonho que trouxe na bagagem de Lisboa para Coimbra, escrever no jornal universitário de Coimbra, a cabra. Dadas algumas imposições não posso falar especificamente sobre os artigos em questão, mas o que aconteceu foi que escolhi o artigo com o tema que mais me interessou para ser a minha primeira experiência jornalística, e resumidamente o artigo caiu, isto é, não o podemos concretizar porque estas merdas das burocracias e de tudo o que tenha que ter a aprovação do estado, quem diz estado diz ministérios e de gente "importante" demora o seu tempo, responder a uma merda de um telefonema que se repete vezes sem conta é um trabalho dos diabos e portanto comecei da melhor maneira, logo logo assim que chego ao mundo louco do jornalismo, sai-me um daqueles problemazitos de que eu gosto tanto. Imbecis! Entretanto optamos por explorar outro projecto também muito interessante, e realizei ontem a minha primeira entrevista, que correu muito bem (mil sorrisos). Mas digo-vos de minha justiça há muito trabalho por de trás de 10 mil caracteres, e quem nunca esteve numa redacção, ou melhor, numa secção de jornalismo, não faz a menor ideia do tempo dispensado, das horas sucessivas de empenho, do stress e da pressão do fecho de edição et cetera e tal. Ando tão cansada nestes últimos dois dias, que nem pareço eu.
21 de março de 2012
19 de março de 2012
16 de março de 2012
Pode o céu ser tão longe:
Dizem que o amor tem a capacidade de mudar tudo. É mesmo. (Só estando num limite tal de paixão e saudade eu me ponho a ouvir estas músicas que pouco ou nada têm a ver comigo mas que me fazem viver muitos minutos felizes a pensar em ti.) Já é quase de manhã. Passei a noite toda a fazer coisas para ti, a amar-te no meu canto, sozinha e a tantos km de distância. O que é que isso importa meu amor? Não importa simplesmente, o amor não se compara à solidão, não vale só a pena se for assistido. Este Senhor proporciona-nos sentimentos tão bons e mágicos que só o ser humano é capaz de sentir, mesmo estando só. O amor também é vivido individualmente. Se não o for não será certamente amor. Não se ama apenas quando o outro está ali ao virar da esquina, não se ama apenas quando faltam algumas horas para se partilhar o dia. Ama-se na saudade. Ama-se no tempo ausente. Ama-se na espera, nas longas esperas. Ama-se nos esforços. Ama-se na solidão. Ama-se durante toda a madrugada, em todas as insónias e em todos os sonos e sonhos bons. Ama-se instintivamente. Ama-se espontaneamente. Ama-se sem se saber que se ama. Mas ama-se sempre. Ama-se a cada minuto que passa. Em todos eles. Ama-se porque se respira. Quando se ama, todo o nosso ser vive para amar, ama porque vive, vive porque ama. Ama, simplesmente ama. Ama porque existe. E ama sem limite de espaço, estação ou tempo. Eu amo-te. Amo-te sempre. Amo-te quando julgas que estou a fazer todas as outras coisas do meu dia. Amo-te.
[EPSQV]
15 de março de 2012
Os medos da gente
Estou cheia de medo. Não tenho vergonha em admiti-lo, tenho medo. Quando não me sinto segura ou de algum modo protegida, quando não há aquela mão e aquela presença tenho medo, muito medo. Que Deus como sempre esteja ao meu lado e me diga qual a direcção.
13 de março de 2012
12 de março de 2012
11 de março de 2012
Nos dias de hoje:
Ainda se luta, se acredita, se tem fé, ainda se confia com tudo o que se tem num Amor para toda a vida?
Ainda se ama de verdade? Ainda se quer o outro mais que a própria vida?
É um sentimento leve:
Sabemos que aqueles são os nossos amigos quando nós, somos nós mesmos, quando estamos com eles.
9 de março de 2012
7 de março de 2012
6 de março de 2012
Porque é que me calo:
Tenho um labirinto congestionado de ideias, pensamentos, conclusões, conversas, apontamentos, citações, referências, frases ou palavras soltas a navegar na minha cabeça. Não consigo agarra-las todas (poucas são as que eu agarro) não sei filtrar toda a informação que tenho dentro de mim. Não sei organiza-la. E não consigo aponta-la sempre (poucas são as vezes que aponto). Depois, como é um vento que ora me atormenta ora me refresca e não volta para trás, deixo ir, deixo todos os pensamentos fugirem da caneta e do papel, deixo-os passar. Por isso, só eu me conheço, ninguém me conhece como eu. Ainda não sei gerir o melhor que há em mim. Ainda me ando a explorar, a descobrir. Gostava de ficar sentada num banco do jardim a olhar para a minha cabeça, para toda esta confusão e mistura, e escrever num caderno de linhas e capa preta sobre ela, dizer-lhe: Olá, posso desmistificar-te? Quero um dia ser daquelas mulheres boas no que fazem, coesas no que escrevem, com um estilo e uma habilidade singulares. Não confusa, não perdida, não nesta azáfama. Mas segura, forte, com tudo extremamente definido na sua personalidade, na sua visão do mundo e dos homens. Quero ser uma mãe daquelas que não se esquecem, que dão lições de vida, que se eternizam, de quem se relembra as frases mais acertadas e bonitas.
(Uma Sophia de Mello Bryner Anderson. Em alguns aspectos que são absolutamente de uma Mulher.)
5 de março de 2012
4 de março de 2012
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