18 de abril de 2013

Não pararei

Eu começo a perder as palavras para escrever, as minhas mãos ficam vermelhas, os meus olhos cheios de água, o sorriso de que todos falam esvaísse neste momento.
Têm acontecido coisas terríveis, mas eu mantive-me firme e hirta  Não verti uma lágrima. Não fiquei uma noite em casa. Não me fechei no quarto a escrever. Fiz dos outros pessoas felizes. Sei que tenho feito bem ao que me rodeia. Mesmo longe, mesmo muito longe. Hoje, ainda hoje, um amigo ligou-me a chorar porque precisava de mim mesmo a muitos km de distância, é um sinal para mim de que ainda estou a cumprir o meu papel. Não me afogo nas coisas más. Não o farei. Pensei muitas vezes em fazê-lo, mas eu sou mais do que isso.
Até que quando o telefone toca e me dizem que te viram o meu coração acelera, fico logo descontrolada. Mas rematam com "perguntou por ti". E estas três palavras fazem tudo descambar. Depois de tanto trabalho, de tanto esforço por me aguentar vens tu e com umas palavras que pronunciaste por circunstância fazes-me perder as barreiras que me salvaguardavam. Não medes nada. Não medes nada. Não me importa com quantas raparigas tu estás, e tu sabes porquê, a resposta está naquela estúpida série.
Eu sorrio, e vou continuar a sorrir. Não o deixarei de fazer. Serei feliz aos bocados, assim como todos os outros, tal como tu. Mas nunca encontrarei a felicidade plena de que Ele tanto fala e tu também não.

15 de abril de 2013

Hoje:

1. comprei um postal
2. bebi um fino a ler um livro à beira-rio
3. tive um tempo só para mim
4. apanhei sol
5. passeei e apreciei esta cidade linda
6. andei muito a pé
7. conheci a Sé Velha por dentro
8. fiquei para a missa (que bom ter ficado Contigo)
9. gostei de ver pessoas da minha idade com a mesma fé que eu
10. fiz tudo em casa
11. acho que vou acabar bem o dia!

Primavera

Está calor e isso deixa-me bem disposta.

13 de abril de 2013

Click

As viagens para Lisboa agora parecem ser tão rápidas. Ou sou eu que consumo tanto aquele tempo: a olhar pela janela e a refletir sobre o estado das coisas. Quando já estou perto enche-se-me o peito com uma alegria de quem sente que está a chegar a casa. Ontem ainda era de dia quando passei por tua casa. O teu prédio, a tua janela, os estores para baixo, a possibilidade de estares no quarto, deitado ou ao computador. Saber exatamente as tuas hipóteses e os cantos da casa. Estar ali. Um click. Como é possível, eternamente me hei-de questionar: estar tão perto, querer tanto, amar-te completamente e viver menos, menos feliz, menos cheia, menos. Só menos. Tudo isto me transcende como mais nada. Eu ficarei para sempre neste ponto. Eu sei.

Todos os dias é em ti que eu penso e lembro-me do teu sorriso, das tuas mãos, das tuas conversas e aquela tua forma tão pelicular de me mostrar a tua visão do mundo e a forma como tens levado a tua vida. As tuas músicas, às quais estou tão agarrada, acho que alimento as músicas para não perder esta réstia de ti. Oiço a música e relembro repetidamente tantos dias contigo. (...)