Dizem que o amor tem a capacidade de mudar tudo. É mesmo. (Só estando num limite tal de paixão e saudade eu me ponho a ouvir estas músicas que pouco ou nada têm a ver comigo mas que me fazem viver muitos minutos felizes a pensar em ti.) Já é quase de manhã. Passei a noite toda a fazer coisas para ti, a amar-te no meu canto, sozinha e a tantos km de distância. O que é que isso importa meu amor? Não importa simplesmente, o amor não se compara à solidão, não vale só a pena se for assistido. Este Senhor proporciona-nos sentimentos tão bons e mágicos que só o ser humano é capaz de sentir, mesmo estando só. O amor também é vivido individualmente. Se não o for não será certamente amor. Não se ama apenas quando o outro está ali ao virar da esquina, não se ama apenas quando faltam algumas horas para se partilhar o dia. Ama-se na saudade. Ama-se no tempo ausente. Ama-se na espera, nas longas esperas. Ama-se nos esforços. Ama-se na solidão. Ama-se durante toda a madrugada, em todas as insónias e em todos os sonos e sonhos bons. Ama-se instintivamente. Ama-se espontaneamente. Ama-se sem se saber que se ama. Mas ama-se sempre. Ama-se a cada minuto que passa. Em todos eles. Ama-se porque se respira. Quando se ama, todo o nosso ser vive para amar, ama porque vive, vive porque ama. Ama, simplesmente ama. Ama porque existe. E ama sem limite de espaço, estação ou tempo. Eu amo-te. Amo-te sempre. Amo-te quando julgas que estou a fazer todas as outras coisas do meu dia. Amo-te.
[EPSQV]
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