18 de abril de 2013

Não pararei

Eu começo a perder as palavras para escrever, as minhas mãos ficam vermelhas, os meus olhos cheios de água, o sorriso de que todos falam esvaísse neste momento.
Têm acontecido coisas terríveis, mas eu mantive-me firme e hirta  Não verti uma lágrima. Não fiquei uma noite em casa. Não me fechei no quarto a escrever. Fiz dos outros pessoas felizes. Sei que tenho feito bem ao que me rodeia. Mesmo longe, mesmo muito longe. Hoje, ainda hoje, um amigo ligou-me a chorar porque precisava de mim mesmo a muitos km de distância, é um sinal para mim de que ainda estou a cumprir o meu papel. Não me afogo nas coisas más. Não o farei. Pensei muitas vezes em fazê-lo, mas eu sou mais do que isso.
Até que quando o telefone toca e me dizem que te viram o meu coração acelera, fico logo descontrolada. Mas rematam com "perguntou por ti". E estas três palavras fazem tudo descambar. Depois de tanto trabalho, de tanto esforço por me aguentar vens tu e com umas palavras que pronunciaste por circunstância fazes-me perder as barreiras que me salvaguardavam. Não medes nada. Não medes nada. Não me importa com quantas raparigas tu estás, e tu sabes porquê, a resposta está naquela estúpida série.
Eu sorrio, e vou continuar a sorrir. Não o deixarei de fazer. Serei feliz aos bocados, assim como todos os outros, tal como tu. Mas nunca encontrarei a felicidade plena de que Ele tanto fala e tu também não.

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